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Futuro do Trabalho no Serviço Público

Rio de Janeiro, 25 de julho de 2024 (Quinta-feira)

Relatoria 25

São direitos dos servidores: direito de organização sindical, direito de greve e direito de negociação coletiva.

Carlindo Rodrigues de Oliveira (Camargos Rodrigues – Consultoria em Economia e Relações Trabalhistas)

O painelista reflete sobre o papel do Estado na negociação coletiva e no serviço público, destacando a dupla caracterização dos trabalhadores do setor: como indivíduos com direitos e como servidores responsáveis por servir à comunidade, defendendo a formação continuada com foco no ethos público promovido pela ENAP. Ele aborda os direitos dos servidores à organização sindical, greve e negociação coletiva, além das particularidades do serviço público, como a controvérsia sobre a negociação de vencimentos e a necessidade de leis específicas para algumas iniciativas. Também enfatiza a importância da estabilidade funcional e a observância do princípio da legalidade.

A tecnologia é uma ferramenta a favor da transparência e do combate a pequenas e grandes corrupções do passado.

Felipe Melo (Secretário, Secretaria de Serviço Público, Chile)

A relatoria aborda a gestão pública e o perfil do servidor público do futuro, destacando a necessidade de um Estado verde, digital e inclusivo, que reconquiste a confiança da cidadania. A tecnologia deve ser utilizada como ferramenta de inclusão, sem perder a empatia e considerando as necessidades de todos, incluindo os mais vulneráveis. O servidor público do futuro deve ser deliberativo, com educação cívica e competências culturais, como habilidades interpessoais, colaborativas e pensamento crítico, além de ser íntegro, justo e austero. A inclusão de jovens no governo é importante, mas não pode comprometer a competência e o domínio de instrumentos públicos.

Percebe-se que a geração mais jovem é mais independente, não quer ter um trabalho de muitas horas, não quer uma carreira fixa.

Guido Bertucci (Diretor Executivo, Governance Solutions International)

O futuro do trabalho no serviço público exige compreender tendências sociais e econômicas, como os efeitos da Covid-19, avanços tecnológicos, desinteresse no trabalho, demissão crescente no setor público e a expansão da gig economy. Um serviço público moderno e tecnológico deve considerar essas tendências, adaptando-se à mudança de 33% dos trabalhos no mundo e à crescente demanda por trabalhos tecnológicos. A geração mais jovem busca independência, flexibilidade e experiências de inovação, exigindo um sistema de setor público que atenda a essas necessidades. A gig economy é importante por permitir mudanças e flexibilidade, mas apresenta desafios de proteção e remuneração, exigindo regulamentação. O setor público deve oferecer oportunidades que promovam pensamento livre, criatividade e inovação, enfrentando desafios como retenção, motivação e preenchimento de gargalos de competências. O recrutamento deve ser baseado em habilidades; já a remuneração deve premiar a criatividade, e a educação e o treinamento contínuos são essenciais, com parcerias com o setor privado e investimento em formação, para preparar os jovens para o serviço público.

No setor público, existem duas tendências quase inevitáveis: aumento das demandas regulatórias e das demandas dos cidadãos.

Luciana Cingolani (Professora Assistente, Hertie School)

Luciana apresenta dois argumentos centrais para o debate sobre o futuro do trabalho no serviço público: mudanças gerenciais e gestão da diversidade. Ela destaca cinco consensos sobre o futuro do trabalho que contrastam com a administração pública tradicional, apontando desafios como o aumento das demandas e a necessidade de coprodução com os cidadãos, além das questões geracionais e culturais. A gestão da coprodução exige representação sistemática, empoderamento dos cidadãos e consistência institucional, utilizando ferramentas como pesquisas e consultas amplas. A definição de problemas deve envolver os cidadãos, enquanto as habilidades necessárias no serviço público devem abranger tanto competências políticas quanto técnicas, além de criatividade e adaptação. A gestão da diversidade é fundamental para o serviço público, demandando estratégias para recrutamento, retenção, inclusão e equidade, com ênfase em liderança inclusiva e treinamento sobre viés inconsciente.

Resumo da mesa

O advento de sistemas avançados de IA capazes de automatizar o trabalho intelectual traz impactos sem precedentes nos mercados de trabalho. Esta mesa de diálogo discute o papel do Estado e examina políticas para facilitar as transições da força de trabalho.25

Leia a relatoria na íntegra ←

COORDENADOR

José Celso Cardoso Jr., Secretário de Gestão de Pessoas, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

PARTICIPANTES

Carlindo Rodrigues de Oliveira, Camargos Rodrigues – Consultoria em Economia e Relações Trabalhistas

Felipe Melo, Secretário, Secretaria de Serviço Público, Chile

Guido Bertucci, Diretor Executivo, Governance Solutions International

Luciana Cingolani, Professora Assistente, Hertie School

MODERADOR/MEDIADOR

José Lopez Feijóo, Secretário de Relações de Trabalho, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos