
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)


Miriam Belchior (Secretária-Executiva, Casa Civil, Presidência da República)
O debate sobre o papel do Estado ganha relevância global diante da urgência de um novo modelo estatal para enfrentar desafios como a crise climática, as desigualdades, a precarização do trabalho e os ataques à democracia. O modelo liberal de Estado mínimo mostra-se insuficiente, mesmo diante da resistência em reconhecer sua centralidade em crises como a pandemia. Também o modelo de bem-estar social do pós-guerra revela limitações, sobretudo em relação ao financiamento e à garantia de direitos. A crise de legitimidade do Estado torna necessária uma nova configuração, capaz de atuar como instrumento de ação coletiva, liderando transformações nacionais com metas de longo prazo e missões que ultrapassem fronteiras. Para isso, a cooperação global é fundamental, especialmente diante de desafios como as mudanças climáticas, a defesa da democracia e a regulação das plataformas digitais.
A mesa discutiu a urgência de reinventar o papel do Estado diante das crises climática, democrática, social e econômica, criticando tanto o modelo liberal quanto as limitações do Estado de bem-estar social. Destacou o papel estratégico do BNDES em liderar projetos inovadores como o Arco da Restauração da Amazônia, promovendo desenvolvimento sustentável e inclusão social, e ressaltou ainda a necessidade de cooperação global, legitimidade institucional e defesa ativa das instituições públicas contra retrocessos.
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Tereza Campello, Diretora Socioambiental, BNDES