
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)


José Antonio Ocampo (Columbia University)
A discussão girou em torno de bancos multilaterais, sistema monetário, dívida soberana, cooperação fiscal e questões institucionais. No tema dos bancos multilaterais, discutiu-se a busca por melhores condições de empréstimo, com modelos que variam entre o tradicional e o cooperativo. Destacaram-se a importância do apoio a países de baixa renda e o debate sobre graduation. Os bancos também atuam como knowledge banks e de forma anticíclica, utilizando instrumentos como empréstimos e garantias, com ênfase na ownership das políticas. O financiamento de bens públicos internacionais foi apontado como desafio, sobretudo na área da biodiversidade. Enquanto instituições regionais são mais dinâmicas, o Banco Mundial responde melhor em crises. O painel recomendou ampliar o sistema multilateral, fortalecer o financiamento de bens públicos, melhorar as condições de empréstimo e capitalizar os bancos. No sistema monetário, foram destacados quatro pontos principais.
O diálogo buscou aproximar os debates globais do contexto brasileiro, evidenciando dilemas comuns na transição do modelo neoliberal, marcado por crises e pela necessidade de respostas estatais. Temas como migração e crise climática exigem coordenação internacional, pressionando a formulação de políticas públicas e a reinvenção das funções do Estado. O crescimento da dívida pública após a pandemia demanda soluções que combinem instrumentos políticos e técnicos, com fundos e bancos públicos desempenhando papel estratégico. Além disso, a crescente erosão
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Nelson Barbosa, Diretor, BNDES