
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)


Richard Kozul-Wright (Diretor da Divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento, Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD)
O painel destacou a importância do evento e a necessidade de retomar o papel do Estado do passado para construir o futuro, superando o legado neoliberal. Os desafios políticos exigem urgência e grandes investimentos para alcançar os ODS e o Acordo de Paris, mas faltam instituições para mobilizar esses recursos. Nas últimas décadas, o paradigma do mercado predominou, enfraquecendo investimentos e capacidades estatais. A solução está na criação de um novo ambiente político-econômico, com o Estado atuando além da correção de falhas de mercado. O pensamento neoliberal persiste, apesar das crises de 2007/2008, que mostraram seus impactos negativos, mas a resiliência desse modelo continua. A criação de um ambiente de alta lucratividade e baixo investimento impede o desenvolvimento sustentável. Instrumentos como o mercado de carbono devem ser ferramentas, não objetivos, para enfrentar a crise climática.
A mediadora destacou a ausência de política no debate econômico, essencial para questões como o papel do Estado e as mudanças climáticas. A escolha do modelo de Estado é política, não técnica, e é moldada pela sociedade, como evidenciado pelas turbulências na França e as respostas dos EUA em relação ao clima. A Covid-19 expôs problemas estruturais, como a globalização da produção e a financeirização, impulsionando o debate sobre o tipo de Estado necessário e os mecanismos democráticos
Leia a relatoria na íntegra ←Richard Kozul-Wright, Diretor da Divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento, Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD
Adriana Amado, Universidade de Brasília – UnB