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Conferência Magna

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)

Relatoria 9

A crise climática tem atingido, de uma forma acelerada, o ponto de não retorno.

Ha-Joon Chang (Professor, SOAS University of London)

A obra de Celso Furtado, que influenciou Chang, chama atenção para a globalização e a 4ª Revolução Industrial, contextos que levam países em desenvolvimento a tentar “pular a industrialização”, levantando questionamentos sobre a atual “policrise”. A crise climática já atinge um ponto de não retorno, exigindo análise crítica de conceitos como megatrends e policrise, que evidenciam sua seletividade, enquanto o temor em torno da IA revela o medo de perda de empregos de elite. É fundamental assegurar reparação e qualificação para os trabalhadores impactados, analisando esses debates com rigor. A polarização entre China e EUA, apesar das tensões, não configura uma nova Guerra Fria, dada a interdependência econômica, as cadeias de valor e a dívida compartilhadas. Uma desvinculação seria longa e custosa, e, caso os EUA quisessem impedir o crescimento chinês, teriam agido antes.

Resumo da mesa

A mesa discute soluções para o desenvolvimento econômico, destacando a importância de instrumentos financeiros e de um Estado ativo frente ao conceito de policrise, que abrange tensões geopolíticas, climáticas e humanitárias interligadas. Inspirada por Chang e Celso Furtado, defende a construção de um novo modelo de desenvolvimento com base em transição ecológica, cooperação internacional e uma governança global renovada.

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PARTICIPANTE

Ha-Joon Chang, Professor, SOAS University of London

MODERADORA/MEDIADORA

Helena Tenório, Diretora, BNDES