
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)


James Galbraith (Professor, University of Texas at Austin – online)
A era neoliberal aprofundou a desigualdade global, com impacto mais forte no Sul Global, analisada sob as dimensões espacial e temporal. A divisão Norte-Sul era clara há 50 anos, mas a desigualdade voltou a crescer nos anos 2000, marcada pela desindustrialização, erosão do bem-estar social e precarização do trabalho. A crise da dívida e a inflação dos anos 1980 foram decisivas para esse avanço. O neoliberalismo e o crédito privado ampliaram desigualdades, exceto em países com instituições fortes, como na Europa do Norte. Instituições sólidas, controle de capitais e escala nacional são fundamentais para resistir a esse modelo. A desigualdade extrema compromete estabilidade, oportunidades e democracia. A tecnologia digital e o capital desregulado acentuam esse cenário, corroendo a classe trabalhadora. Reduzir desigualdades exige fortalecer sindicatos, salários e serviços sociais. A multipolaridade oferece oportunidade para enfrentar as forças que alimentam essas distorções.
A mesa destaca o aumento da desigualdade devido à desindustrialização, à erosão do bem-estar social, à desproteção ao trabalho, aos salários deteriorados e à ascensão de uma indústria tecnológica que não gera empregos, com novas tecnologias, especialmente na era digital e de mercado de capitais livres, contribuindo para a formação de oligarquias.
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André Roncaglia, Professor, Universidade Federal de São Paulo – Unifesp