
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)


Jeffery Sach (Professor, Columbia University – online)
A abordagem holística dos ODS, com seus pilares econômico, social e ambiental, busca promover sociedades pacíficas e parcerias globais. As deficiências no ODS 16 revelam o foco dos EUA em guerra, com trilhões direcionados à indústria bélica. O desenvolvimento sustentável, proposto em 1992, é a base dos acordos ambientais, mas os ODS enfrentam dificuldades, como o não cumprimento do Acordo de Paris e a inação do Norte Global, especialmente dos EUA. A maioria dos países não apresenta planos para o ODS 5, e os Estados Unidos não contribuem para redes de implementação. A guerra e a ganância prevalecem sobre a colaboração, agravadas pela falta de ação coordenada e pelo isolamento dos norte-americanos na pandemia. Apesar disso, muitos países buscam resultados, embora sem coordenação com os Estados Unidos, principal emissor de gases e produtor de guerras. A política climática permanece inalterada nos EUA. O mundo caminha para o desenvolvimento sustentável, enfrentando a contra-agenda do Norte Global, o que pode levar a um desastre. O mundo em desenvolvimento, incluindo os BRICS, deve liderar essa mudança.
O Brasil tem um histórico de liderança na agenda climática, promovendo o desenvolvimento sustentável em três pilares, conforme apresentado no G20, COP e BRICS. A crise climática se agrava com a crise econômica global, criando riscos e complexidades interligadas. Minerais críticos, concentrados no Sul Global, são essenciais para a transição energética do Norte Global. Nesse sentido, entrou em questionamento o papel dos estados na garantia de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
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Adriana Abdenour, Assessora Especial da Presidência da República