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Desafios De Política Econômica Em Países Em Desenvolvimento

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2024 (Terça-feira)

Relatoria 16

Os países tiveram dificuldade com a globalização, mas depois de três décadas, tiveram estabilidade macroeconômica.

Martin Rapetti (Professor, Universidad de Buenos Aires – UBA)

O painelista analisa as dificuldades enfrentadas pelos países latino-americanos para lidar com a globalização financeira, o que resultou em menor crescimento do PIB e aumento das crises financeiras desde os anos 1970. Após três décadas de instabilidade, a estabilidade macroeconômica melhorou por volta dos anos 2000, mas seguiu-se uma bifurcação, com países como Brasil e Chile adotando boas práticas (independência do Banco Central e metas de inflação), enquanto outros, como Argentina e Equador, não implementaram essas medidas. As diferenças políticas influenciaram os resultados das políticas públicas, com o segundo grupo apresentando maior gasto público e perda de reservas. Embora o painelista tenha criticado inicialmente a adoção de metas de inflação, ele as reconheceu como boas práticas, embora problemas como o viés para a apreciação das taxas de juros ainda prejudiquem o crescimento e a competitividade das exportações.

O Brasil tem se tornado a “Meca” do pensamento econômico progressista.

Amir Lebdiouj (Professor Associado, Oxford University)

O Brasil é considerado um centro do pensamento econômico progressista, o que exige uma reflexão sobre o passado para evitar erros na construção do futuro do Estado. O green protectionism da União Europeia, exemplificado por tarifas sobre bicicletas chinesas e o CBAM, prejudica o Sul Global. Essa resposta precisa ser proativa, impondo seu próprio CBAM diferenciado, liderado pelo Brasil, com custos incrementais baseados no histórico de emissões, para promover uma transição justa. No nível nacional, a política industrial verde deve enfrentar problemas ecológicos além do carbono, como a poluição e a perda de biodiversidade, por meio da economia circular e da bioeconomia. Além disso, deve incorporar inclusão social, igualdade de gênero e prevenção à criminalidade, mas a falha nessas áreas pode resultar em consequências negativas.

Resumo da mesa

A crise internacional e latino-americana abre oportunidades para desenvolvimento e inovação. O BNDES avança com iniciativas como o Novo PAC, a Nova Indústria Brasil e a Política de Transformação Ecológica, atuando como articulador do desenvolvimento nacional com foco local. A compra pública, combinada com essas iniciativas, cria condições favoráveis para o desenvolvimento nacional.

Leia a relatoria na íntegra ←

PARTICIPANTES

Martin Rapetti, Professor, Universidad de Buenos Aires – UBA

Amir Lebdioui, Professor Associado, Oxford University

MODERADOR/MEDIADOR

Gabriel Aidar, Diretor-Adjunto, BNDES