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Palavras De Abertura

Rio de Janeiro, 22 de julho de 2024 (Segunda-feira)

Relatoria 4

O Estado deve assumir riscos e lidar com incertezas e os benefícios devem ser distribuídos de forma mais equânime com a sociedade.

Esther Dweck (Ministra, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos)

O papel do Estado no século XXI vem sendo revisitado após oscilações históricas entre as concepções de Estado mínimo e interventor. As crises de 2008 e da Covid-19 evidenciaram a necessidade de uma atuação estatal firme no enfrentamento da pobreza, na redistribuição econômica e na resposta à crise climática e aos desafios da inteligência artificial. Superou-se, assim, a visão limitada do Estado como mero estabilizador financeiro. O cenário atual impõe uma dupla tarefa: ser reformista e governante, capaz de moldar mercados, fomentar a inovação e promover uma distribuição equitativa dos benefícios.

As assimetrias internacionais, fruto do colonialismo, exigem respeito às diferentes trajetórias de desenvolvimento de cada país, com o G20 servindo como espaço privilegiado para a troca de experiências. A visão defendida por Lula aponta para um Brasil democrático, sustentável e igualitário, com o MGI comprometido com políticas de promoção de direitos. Construir um Estado inclusivo, feminista e verde, que combata discriminações e atue ativamente na governança global, é fundamental para um país com a cara do povo, aberto à participação social e ao diálogo sobre desenvolvimento social, ambiental e econômico.

Crises que se agravam mutuamente e suas soluções requerem maior cooperação internacional.

Mauro Vieira (Ministro, Ministério das Relações Exteriores)

O evento amplia o debate do G20 sobre o papel do Estado no desenvolvimento, alinhado às prioridades definidas por Lula: inclusão social, transição energética e reforma da governança global. Diante de crises interligadas — como fome, pobreza e mudanças climáticas —, reforça-se a necessidade de cooperação internacional. A discussão sobre desenvolvimento social, econômico e ambiental é retomada, destacando a importância de um Estado capacitado e articulador, para além da prestação de serviços. A criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza busca internacionalizar políticas públicas, promovendo articulação entre as trilhas de finanças e sherpas. O diálogo com a sociedade civil também ganha centralidade, evidenciado pela Cúpula dos Povos, pelos grupos de engajamento do G20 e pela realização da Cúpula do G20 Social. Nesse sentido, uma mesa de diálogo sobre política externa como política pública busca institucionalizar a participação social e assegurar que ninguém fique para trás.

Resumo da mesa

Fala introdutória da Ministra Esther Dweck para abrir as discussões da tarde e situar os delegados do G20 em relação ao States of the Future e à agenda de transformação estatal que permeia o evento. A relatoria abordou a necessidade de um Estado ativo e reformista para enfrentar crises globais e reduzir desigualdades. Destacou-se a importância da cooperação internacional, participação social e promoção de um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Leia a relatoria na íntegra ←

PARTICIPANTES

Esther Dweck, Ministra, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Mauro Vieira, Ministro, Ministério das Relações Exteriores

MODERADORA/MEDIADORA

Patrícia Campos Mello, Jornalista